Celebrando os Avós de Jesus em uma homenagem aos nossos Avós em cena.
- Âncora Cia de Teatro Oficial
- 26 de jul. de 2021
- 4 min de leitura
O Dia dos Avós é comemorado no dia 26 de julho, em referência à comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e portanto avós de Jesus Cristo.

A data nos inspirou uma homenagem aos avós que participam ou participaram de "Os Passos da Agonia", encenação de semana santa ao vivo de Santa Bárbara, MG, realizada pelo Âncora Cia de Teatro.
O grupo está em cena há 46 anos, e se mantém, de geração em geração, orgulhando netos que estão na plateia e também aqueles que dividem a cena.
Como são muitas as histórias e não dá para contar todas, contamos aqui três delas, mas estendendo nossos aplausos a todos os vovôs e vovós que sobem aos palcos, para nos ajudar a contar a história de Jesus, neto de Santa Ana e São Joaquim.
Nisio e Sthefanny
Nos anos 2000, Vovô Nisio Marcelino, que interpretava Pôncio Pilatos, levou a sua neta Sthefanny para viver um anjinho e deu tão certo que a menina cresceu, tornou-se adolescente e experimentou vários papéis, até que teve que continuar seus estudos e não pode mais dar continuidade. Nisio esteve presente também no espetáculo do tricentenário da cidade "Diálogo, Santa Bárbara conversa com sua história", de José Anchieta da Silva, também sob direção de Ênio Reis. Na encenação, fez ainda São José e atuava solícito nos bastidores, apoiando a produção, quando se fazia necessário. Sua participação seguiu até o momento em que precisou fazer uma cirurgia, não sem antes deixar seu nome escrito na história do Âncora.
Maria de Fátima Oliveira Santos ou, Vovó Fatinha
A vovó Fatinha, ainda nem sonhava em corujar os netos quando subiu em cena, pela primeira vez, há 23 anos. Naquela época, foi levada pela sua grande amiga, a falecida Bete, para fazer teatro com fins terapêuticos, já que passava por um momento de depressão. Funcionou. Muitas alegrias depois, divide a paixão pelos palcos com sua família e, em especial, seus netos. Os gêmeos Arthur e Danilo, mais avessos aos holofotes, certamente estarão na platéia, já que nem fotos gostam de tirar. As netas Luiza Santos e Luisa Lopes, mais desinibidas, podem até seguir os passos da avó. "Eu amo a minha avó, porque ela me dá carinho, cuida bem de mim e me dá atenção" declara Luíza Vitória de 4 anos. Aliás, Jadinho, padrasto de Luisa Lopes, um dos filhos de Fatinha, quando adolescente, contracenou com ela. No ano passado, seria a estréia da neta mais sapeca, Isadora Santos de 3 anos, mas a encenação foi cancelada devido a pandemia e essa estreia foi adiada. Ao responder o que acha da vovó ser atriz, Isadora dispara com empolgação e com a devida carga dramática de quem, aos 3 anos, já se revela como uma imponente atriz: "Muito legal e muito divertido; e muuuito especial e muuuito muuuiito especial e muuuito legal muuuuito muuuuuito..."
Lúcia Silva, teatro e banda de música
Ela não pára. Uma vitalidade de adolescente a faz atuar em todas as áreas, de atriz a produtora, dos shows da cantora Cristiane Silva, sua filha. Daí, para a banda de música, em participação longeva na Corporação Musical Santo Antônio. Em nossos bastidores, atua como serva de Madalena e multidão, prepara lanches pro elenco, socorre um e acode outro. Até presidente do grupo já foi. Em cena, desde os anos 2000, divide o palco com a filha, cantora, com a irmã Vera Prado e a sobrinha Clara Liz. Na platéia, os netos se enchem de orgulho e amor. Miguel (7) e Luiza (4), falando praticamente juntos, completam um a fala do outro, e dizem: "Eu gosto muito que a vovó faz o teatro da semana santa. Eu gosto muito de ver. É muito legal. Te amo!". Já o Plínio (11), Bruna (23) e Estela (4) se juntam em um só depoimento: "a gente tá aqui pra dizer o quanto te admira por fazer tanta coisa, acorda cedo, caminha, faz teatro. Então a gente tá aqui pra dizer que te ama muito. Feliz dia dos avós."
Aos vovós com carinho
Em cena d'Os Passos da Agonia, temos ainda outras vovós como Clenis Gomes e Maria Severina entre outros. E temos vovós e vovôs na platéia também. A todos eles nosso especial parabéns com toda nossa admiração e devida corujice. Santa Ana e São Joaquim protejam sempre vocês.
Vejam aqui o belíssimo depoimento de Sthefanny Marcelino para seu avô Nisio e da filha de Fatinha, Juliana Santos
"Eu já começo dizendo que eu não consigo descrever com palavras o que meus avós representam pra mim! Eles cuidam de mim desde os 2 dias de vida, então sou grata a eles por tudo, principalmente pela minha vida e por estar aqui hoje! Eu sempre tive um grude com meu avô desde quando eu era um "toquinho", segundo ele, sempre o acompanhava pra rua, pra ir à missa eu era um chaveirinho! Ele conta que na sua primeira apresentação de teatro a peça Santa Bárbara conversa com sua história, eu fiquei lá na beira do palco gritando "o vovô Nisinho", fazendo ele perder a atenção e quase se perder no texto! Ele sempre gostou muito de teatro e interpretava o Pilatos, na peça 'Os Passos da Agonia, quando eu completei 5 aninhos ele me levou pra participar, comecei como anjinho, eu amava. Depois fiz alguns outros papéis, participei até os 14 anos quando, infelizmente, por alguns motivos, tive que sair do grupo, mas guardo com muito carinho esses 9 anos de Âncora. Eu amava a sensação de estar em palco e poder ver meu avô! Lá era muito bom, eu conseguia sentir a felicidade dele por estar em cena, a tensão pra tudo sair perfeito, a preparação necessária pra tudo dar certo no dia, a concentração nos ensaios, e, principalmente, a felicidade, quando tudo dava certo e choviam elogios! O teatro ainda é um amor guardado dentro do nosso coração! E somos muito gratos por todos esses anos no Âncora, eu que fiquei 9 anos no grupo e meu avô 11!" Sthefanny Marcelino
"Vê-la em cena é emocionante e muito gratificante por saber o quanto o teatro faz bem a ela. É um exercício para o corpo mas, principalmente para a alma. Nós como filhos, na plateia, nos orgulhamos de sua participação nas apresentações e, mesmo com o passar dos tempos, ainda nos emocionamos. É um trabalho que passa de geração em geração, uma vez que um dos filhos sentiu essa vontade de também participar e atuou por um tempo com ela. Os netinhos também, mesmo tão pequeninos, já se empolgam ao ver a vovó nos palcos. É uma forma de mobilizar toda a família." Juliana Santos




























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