São João Batista na história do Âncora
- Âncora Cia de Teatro Oficial
- 24 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Hoje, 24 de junho, é dia de São João Batista, boa ocasião, portanto para conhecermos seu papel na história do Âncora!

Hoje é Dia de São João Batista, santo festeiro, motivador das Festas Juninas, em data atribuída ao seu nascimento.
E a explicação mais curiosa para a origem do termo ‘Festa Junina’, fala justamente, de sua relação com o santo pregador judeu São João Batista, sendo originalmente chamada, em alguns países da Europa, de Festa Joanina.
Seu nascimento foi anunciado pelo anjo Gabriel e sua educação fortemente influenciada pelas ações religiosas do templo, onde seu pai era sacerdote e sua mãe parte de uma sociedade chamada ‘Filhas de Aarão’.
ATORES

Guardando gratidão por todos aqueles que já trouxeram o papel de São João Batista à sua história de teatro nas ruas de Santa Bárbara, queremos trazê-los aqui, de maneira a compor, em seu dia, nosso papel em sua história! Alguns deles nos fazem relato de muito aprendizado, experiência e crescimento pessoal com a interpretação deste valioso personagem da história bíblica.
Marcelo Henrique, Diego Brito, Higor Pessoa são alguns dos nomes que assumiram o papel deste pregador itinerante por nossas praças e ruas, trazendo a história do santo festeiro, junto à paixão e morte de cristo.
OS PASSOS DA AGONIA
Higor Pessoa, que é cidadão natural de Barão de Cocais, nos conta que representou São João Batista em 2013 e reitera a força e o papel do Âncora em sua vida. Participou do teatro em Santa Barbara, inicialmente na Oficina Gratuita de Teatro da Ênio Reis Produções Artísticas e Culturais e hoje está no Rio de Janeiro se aprimorando profissionalmente, depois de passagem por BH, onde se profissionalizou.
Diego, por sua vez, nos conta que ficou com este papel por dois anos, e relatando do aprendizado carregado das oficinas do Âncora, aponta a felicidade pessoal de atuar com esse personagem símbolo do batismo, sobretudo na semana santa,período de muita crença para os católicos.
Marcelo Henrique, também conhecido como Marcelo Grilo se introduz orgulhosamente, como membro da família Âncora Cia de Teatro e esta referência ao elenco, à equipe, como família, é uma parte do afeto compartilhado por todos.
E Marcelo também fez João Batista na peça Nos Tempos de Jesus.
Considera o Âncora uma porta de entrada para muitos dos integrantes voluntários locais, para a arte. Na encenação d’Os Passos da Agonia, ele apresentou num palco maior, para mais de 5 mil pessoas. Na peça "Nos tempos de Jesus..." apresentou em escolas, praças e no Santuário do Caraça, em um circuito local.
Enxerga que isto os fez crescer profissionalmente e crescer nos vínculos familiares que a ‘trupe’ guarda e mantem. Basta ouvi-los um pouquinho para entender o quão próximos são todos.

O papel do João Batista para ele é um desafio, dadas as particularidades do personagem. Ele era um profeta, um pregador, “que fazia suas palavras arder pelos ares”.
E Marcelo nos relata que captar isso não é fácil, mas reafirma que é uma sensação única interpretar uma parte tão importante na história bíblica. Aqui, passando a palavra a ele, consigo lhes entregar parte da emoção que este papel lhe traz:
“Quando uma pessoa olha pra mim em cena e sente a verdade da palavra que estou passando, é como se eu não tivesse atuando, me sinto um mensageiro da palavra.”
O teatro de rua é diferente, mais desafiador, segundo Marcelo. Fala que sim, nos palcos sente-se a pressão da plateia, mas dentro de um certo conforto daquilo tudo armado, bem planejado e previsto, por saber que ao seu lado estão outros atores e que atrás das cortinas, deixa de ser o personagem.
Mas na rua, nos conta, o teatro é olho no olho, e muitas vezes um espectador está mais perto que os colegas de cena, e ao final da peça, o ator não está por trás das cortinas mais, palco e público se confundem.
Para guardarmos também este misto de emoção e aprendizado, Marcelo nos traz o ponto final:
“A sensação de não estar na zona de conforto é boa, principalmente no teatro. Tanto que ao fim na peça, me sinto parte do público que está em volta, com o mesmo sentimento de admiração e fé renovada que eles.”


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