Pedro, Pedra, Rocha entre nós, Âncora!
- Âncora Cia de Teatro Oficial
- 29 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Conheça São Pedro em sua(s) versões n'Os Passos da Agonia da Âncora Cia de Teatro.
29 de Junho é dia de São Pedro e consideramos ideal esta data para reconstruir a parte que lhe cabe na história do Âncora, apresentando alguns dos atores que o interpretaram ao longo dos 46 anos de Os Passos da Agonia.

São Pedro (1 a.C.- 67) foi apóstolo de Cristo, um de seus primeiros discípulos, considerado o fundador da Igreja Cristã em Roma e o seu primeiro papa. Era filho de Jonas e tinha um irmão, André, que o apresentou a Jesus. No primeiro encontro, Jesus o chamou de Kepha (pedra, em aramaico) Petros em grego. E daí ele se fez Pedro.
Sua posição se firmou diante da declaração de Jesus: “Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la.
Pedro em nossa história, se faz na entrega de cada um dos atores que o interpretou. E todos eles mencionam o aprendizado e a importância de terem se entregado a esse papel.
Passando a palavra primeiramente a Thalles Araújo, que o representou de 2008 a 2011 e em 2015, temos a mensagem de forte aprendizado e laços construídos para a vida. Thalles também enfatiza o papel histórico e cultural do Âncora e sua grande relevância e representatividade locais. Reafirma o valor do Patrimônio Imaterial e frisa reconhecimento e merecimento.
Budista hoje, ele nos conta do aprendizado com o personagem histórico de Pedro e com o seu papel na vida de Jesus. Faz referência à importância em diferentes momentos de sua vida, por ser parte de uma família católica tradicional e considerar o personagem com um olhar, inicialmente e não deixar de valorizar, olhando com outros olhos, depois de convertido budista.
Nos relata que considera Pedro, escolhido por Jesus para liderar, para ser aquele que fundaria sua igreja. “Este Pedro era também um sujeito impetuoso, rude, às vezes cheio de preconceitos. Talvez Jesus tenha visto nele exatamente a metáfora da pedra. Viu valor, mas pensou que esta pedra tinha que ser lapidada.
Fernando Hosken nos relata da inspiração pessoal em interpretar um papel bíblico tão forte ao passo que o emociona o fato do personagem exercer um papel de evangelização, levando a palavra de Deus e contando esta história de fé. Honrado e grato pela participação, fala da importância da equação da devoção somada ao amor ao teatro para fortalecimento desta encenação religiosa, com emoção!

Descrevendo especialmente a responsabilidade que sentiu na representação deste personagem bíblico, Edson Lino de Oliveira, enfatiza a importância do foco dos atores na mensagem a se transmitir com a história e a representação de personagens tão fortes e simbólicos em nossa história. Representar Pedro, particularmente, o fez sentir-se deslocando no tempo de forma marcante.
É a vez do Luiz Maia, outra diferença enriquecedora. Ele é muçulmano, então, seu olhar para Pedro é diferente e isto compõe, decerto, sua atuação. Para ele, Pedro foi um seguidor de Jesus, um apóstolo que o seguiu, ajudou e apoiou a causa, o principal mensageiro de Alá, Jesus e Mohammed. Gostou muito de representa-lo por seu papel, de estar sempre ao lado de Jesus, apoiando e até lutando por ele.
Teve muito orgulho de representa-lo e se precisar fazê-lo novamente, se for da vontade de Alá, fará com prazer!
Pedro Pedra Petrus, Pedro Âncora. Aprendizado e crescimento descrevem o papel e sua representação.



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