De Maria a Bárbara, Vera conta sua História
- Âncora Cia de Teatro Oficial
- 3 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 5 de jun. de 2021
Começando como Maria com Os Passos da Agonia, Vera Prado passou por Santa Bárbara inteira, em diálogo comemorativo de aniversário da cidade.

A oportunidade lhe bateu à porta com categoria. Pensa bem, a Vera Prado, atriz do Âncora Cia de Teatro há 20 anos, desde 2001, portanto, estreou em seus palcos como Maria, mãe de Jesus, mãe de todos.
Ela sempre teve admiração pelo teatro e quando Elizabete Martins que representava Maria, grávida, teve que sair de licença do grupo, abriram-se testes para o papel. Seu gosto e vontade a conduziram e ela foi convocada a começar de cima. Testes para o papel de Maria foram abertos e ela marcou presença, sendo chamada na sequência. E ali, se sente representando todas as mães do mundo.
Além d’Os Passos da Agonia, ela destaca algumas participações em sua trajetória, com o grupo Âncora.
Durante os vinte anos integrando a Companhia, participou de diferentes peças, como “Hoje, a Banda não sai”, em 2002, com Fernando Limoeiro na direção. Uma boa peça de humor, na qual encenava Aurora, esposa de delegado, mas que, no entanto, teve somente duas apresentações.
Já com “A Sacoleira do Amor”, 2011, texto e direção de Ênio Reis, desempenhou o papel de Maria del Dolores, uma cigana, que marcou suas atuações.
Uma experiência no curta metragem "A Assombrosa história de San Martin de Los Amores Eternos que Deus os Tenha Amém", também de Ênio Reis, este um intercâmbio Brasil-Espanha, em 2020, foi algo novo, por nunca ter trabalhado com filmes. Mas o conhecimento do texto foi um facilitador, que a fez crescer profissionalmente.
E tem mais! Vera participou ainda dos shows cênicos musicais "Então é Natal! A história do nascimento" em 2017 e "As dores de Nossa Senhora" em 2018.
Importante destacar sua atuação na peça ‘Diálogo – Santa Bárbara conversa com sua história’, com texto do Dr. José de Anchieta da Silva e direção de Ênio Reis. Ela fazia aí, ninguém menos que Bárbara, contracenando com todos que fizeram a história da cidade, como Afonso Pena, João Motta, Irmão Lourenço, Cardeal Motta, Mozart Bicalho e Antônio Bueno.

Trabalho enriquecedor para a cultura local, gerando diálogo, literalmente, em torno dos fatos e personagens que compõem, a história da cidade. A peça gerou uma cartilha, ganha por todos que assistiam à peça, bem como distribuída pela rede pública de ensino, a todas as escolas locais.
Vera fala da experiência ganha com o trabalho, atuando com diferentes perfis de atores, com as histórias de sua cidade e imersa na cultura local, como deixa claro o tema e nome do espetáculo.
Várias apresentações foram realizadas na cidade, mas também em Mariana, Bom Jesus do Amparo, Catas Altas, Belo Horizonte, etc, dada a visibilidade regional que o espetáculo ganhou.
Falando da grande diferença na atuação em comédias e teatro religioso, que compõem, juntos, grande parte de sua trajetória profissional, ela destaca a maior dificuldade de comédias, no campo dramatúrgico, em seu olhar. “Arrancar sorrisos ou gargalhadas da plateia, não é um caminho fácil”.
Vera hoje aguarda ansiosa o retorno para seguirem com as encenações e outras peças que virão por aí.
Vera entrou com a licença-maternidade da Bete, atriz que fazia Maria, lembram-se? Passado algum tempo, chegou a sua vez, com Clara. Mas antes de sair, por um tempo, de licença, ela atuou alguns meses com a pequena em gestação. A estreia nos palcos de Clara, foi portanto, antes de nascer! “Família Âncora”!
E aqui, quem a socorreu em sua licença foi a Bete, que lhe deu o papel inicialmente, ingressando no grupo! Bela irmandade!
Ela hoje divide o palco com a filha, Clara, vezenquando e isto é grande orgulho para ela, já que atua muitas vezes no papel da mãe de todos e a mãe nela cresce!
Aplausos Vera-Maria, Vera-mãe, Vera e Clara!
Aplausos Vera-Âncora!





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