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NO DIA DE MARIA MADALENA, SUA HISTÓRIA NA ÂNCORA CIA DE TEATRO

Relato de atrizes que desempenharam este papel na história da Cia de Teatro, resgata a grande emoção nele inserida.


Maria Madalena ou Maria de Magdala é descrita no novo testamento como uma das seguidoras mais dedicadas de Jesus Cristo. Foi, portanto, uma mulher de fé e tornou-se a primeira missionária da Igreja, graças ao seu testemunho da ressurreição de Jesus. Considerada santa por diversas denominações cristãs, recebeu a primeira aparição de Jesus.

Muitas lendas cercam a tradição de Madalena ao longo da história do cristianismo. Prostituta. Santa. Esposa de Jesus. Adúltera, Pecadora, Apóstola. Feminista. As diferentes interpretações de textos canônicos e apócrifos fazem dela uma das mais enigmáticas personagens bíblicas.



Após ser jogada ao chão por Judas, Madalena interrompe sua saída gritando: - Judas, a inveja é o primeiro passo para a traição

Madalena é celebrada pela Igreja Católica no dia 22 de julho, com festa litúrgica, visando demonstrar a relevância desta mulher que mostrou um grande amor por Cristo. Independente de todas as lendas a seu respeito, o certo é que, Maria Madalena era mulher de grande proeminência no início do cristianismo. Maria Madalena na Âncora Cia de Teatro Cristiane Silva, Rafaela Acácio, Evenilda Patrocínio, Patrícia Regina Delfino e Maria de Lá Salete Machado são os nomes que trouxeram a história de Maria Madalena às praças de Santa Bárbara e Região através de sua interpretação via Âncora Cia de Teatro.


Aprendizado e emoção são definições comuns que todas elas relatam ao contar de sua experiência. Pioneira na interpretação desta personagem, em 1975, o fazendo por um ano, Salete, deixou a companhia no ano seguinte, em função de seu casamento. Acredita na contribuição para sua fé e aprendizado, sobretudo no referente à Semana Santa, engrandecendo uma experiência muito forte e emocionante. Cristiane Silva, que a representou por, entre 5 e 6 anos, reafirma a importância da encenação em sua vida, sobretudo por estar no palco contando um pouco da vida desta que ela considera uma grande personagem, sem conseguir destacar uma fala, por sentir todo o diálogo muito significativo e valoroso.

Substituta da Cristiane por um ano, por questões de saúde, Evenilda Patrocínio enfatiza sua percepção de teatro não se resumir a entretenimento, sobretudo tratando desta temática, ao falar de sua experiência. Descreve sua admiração pela personagem através da mudança de seu olhar, em função de estudá-la para fazê-la. A contextualização de sua traição lhe traz outros aspectos de personagem tão importante. Integrando o grupo através de teste e seleção, no começo ela teve medo pela grandiosidade e da emoção aí contida. Patrícia Regina Delfino conta da grandiosidade, responsabilidade e emoção de, durante uma semana, levar “ao público a história da Paixão, Morte e Ressurreição do Maior Homem que existiu na Terra”. Destaca o presente que foi para si, em função do crescimento proporcionado.


“Se enxergar no lugar do representado traz uma emoção de dentro para fora inexplicável.”
Rafaela Acácio como Maria Madalena

Maria Madalena, da Âncora Cia de Teatro, importante especificar é hoje Rafaela Acácio. Os estudos e o aprendizado e “defesa” da personagem são os aspectos mais gratificantes desta experiência. Junto de Jesus até no Calvário, Maria Madalena, tem uma força muito admirável.

Vemos pelos relatos a força desta personagem e admiração provocada pela interpretação de um papel significativo na vida e paixão.

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