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História e religiosidade, um pólo em construção.


O Âncora Cia de Teatro, com sua encenação de semana santa ao vivo, Os Passos da Agonia, é referência e integra grupo que se mobiliza para a consolidação do Pólo do Teatro Histórico e Religioso. Por sabermos que é um momento de grande importância para nós, convidamos o historiador Rafael Gomes para falar um pouco sobre esta importante iniciativa em nossa região.


O Pólo do Teatro nas palavras do Rafael Comemora-se hoje, dia 19 de agosto, o dia do historiador. Há dois dias, no último dezessete, comemoramos também o dia do patrimônio. Essas duas datas, tão próximas temática e temporalmente, são importantíssimas e nos rementem à questão da memória. E hoje, apesar de estarmos em um Brasil que muitas vezes renega ou falseia a sua História, temos iniciativas louváveis, como é a deste Pólo do Teatro Histórico e Religioso. Foi por isso que eu, historiador que sou, tornei-me entusiasta e voluntário do Pólo, projeto que resgata e valoriza a nossa História, a nossa memória social e o nosso patrimônio a fim de renovar os vínculos de pertencimento de nossa população e diversificar nossa economia, isso por meio do turismo e da economia criativa.



Como lembra Peter Burke, a principal função do Historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer. Mas não apenas. Isso porque a função do historiador também depende do contexto em que estamos inseridos. Atualmente, como cientista do passado e intérprete do meu presente, penso que a função do historiador passa ainda por compreender os elementos que constroem a identidade de um povo.

No caso do Pólo, que engloba as cidades de Barão de Cocais, Caeté, Catas Altas e Santa Barbara, no interior de Minas Gerais, é fundamental valorizarmos nossas tradições, compreendidas como uma grande alternativa econômica para nossa região, ou seja, como uma grande possibilidade de futuro. Como diriam os antigos, “é aquela história”:


quem não compreende seu passado está condenado a caminhar no escuro. Felizmente o Pólo segue a rota contrária, a que ilumina o passado e abre caminhos para o nosso futuro.


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